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quarta-feira, 28 de abril de 2010


Um poema para Roberta Clarissa

Inicio e logo termino
Assim como comecei
Em forma de mote “feio”
Para quem só ver feiura
Na flor da nossa cultura
Que brota com maestria
E digo com alegria
O mote foi minha escolha.
Clarissa foi para Folha
Semear a cantoria.

Fiquei sabendo outro dia,
Numa terça abençoada
Que Clarissa foi “arrastada”
Para uma rádio mais potente,
Onde tem bastante gente
De Q.I. de poesia,
Que não ouve porcaria
E não vive numa bolha.
Clarissa foi para Folha
Semear a cantoria.

Clarissa foi para Folha
Oxigenar o meio dia
Levando belas poesias
E um riso encantador
Deste que faz uma flor
Desabrochar bem ligeira
Na ponta da cumeeira
Pra ver de perto o orvalho
Pulando de galho em galho,
Tangendo o verão pras beiras.

Levou a voz do meu sertão
De batom e mini-saia
Pra enfeitar a minha praia
De alpercatas e viola
Fazendo da rádio escola
Para os doutores da rima
Como Otacílio e Dimas
E outros tantos mestres
Que si cobrem com as vestes
Deste mestre lá de cima.

Ela é tão apaixonada
Pela arte dos repentistas
Que andam por sobre pistas
Sem deixar suas pegadas
Com as asas espalhadas
Debochando das serpentes,
Marcando com fogo quente
As costelas desse gado:
POETAS MALASSOMBRADOS
Diz ela assim tão contente.

Clarissa, meiga Clarissa
Alarga este crepúsculo,
Deste mundo de músculo,
Com a tua voz de meiguice
Que vem assim pro toitice,
Pondo nas ouças da gente
As violas tão plangentes,
Acalentadas por mãos
Que enchem de muita emoção
A pátria dos bons oxentes.

Quando o relógio dispara
Às doze horas em pontinho,
Assim bem devagarzinho
Deixo tudinho, vou embora.
Vou correndo lá pra fora
Dessa labuta enfadonha
Cheia de craques e perronhas
Só pra ouvir os campeões,
Com os versos à Camões
Destes de babá nas fronhas.

A hora passa tão depressa
Nem percebo ela passar.
Eu paro e o mundo a girar
Deixando o tempo um fiapo,
Pulando assim como um sapo.
Diante desse universo
Fico contando seus versos
Pra ver se faço poema
Benzido até com jurema
Pra ver seu riso disperso.

Clarissa, amiga Clarissa
Que foi que te deu este dom
De falar algo tão bom,
Com tanta propriedade
Sem o ranço da vaidade
Quando chega em abundancia
Assim afoita, pondo ânsia
No bucho da criatura
Tu és a própria cultura
Da escultura da elegância.

Vou desfiando meu verso
Tornando assim mais ralinho
Como rango de passarinho
Às margens do ribeirão
Ajudando a digestão
Desta minha poesia
Dando mote como cria
Ampliando a tal escolha
Clarissa foi para Folha
Semear a cantoria.

FIM

Poeta GILSON SILVA
gilson2121@gmail.com

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