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BIBLIOTECA das ROSAS: VIVA SEMPRE, HUGO CHÁVEZ Gilson Silva Resolv...

BIBLIOTECA das ROSAS: VIVA SEMPRE, HUGO CHÁVEZ Gilson Silva Resolv... : VIVA SEMPRE, HUGO CHÁVEZ Gilson Silva Resolvi fazer uns versos, Pra quem vai, não cabisbaixo Como um mero capacho Do império tão pe...
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VIVA SEMPRE, HUGO CHÁVEZ Gilson Silva Resolvi fazer uns versos, Pra quem vai, não cabisbaixo Como um mero capacho Do império tão perverso, Vai imponente, passo forte Encarando a própria morte. Peito aberto, majestoso Pulso firme e tão vultoso Encarando todo Norte Recebendo o passaporte De uma eterna gratidão Do seu povo, sua nação. Do dever tão bem cumprido Nesse mundo tão corrompido, Nunca ele molhou a mão Hoje foi pra ser milhão Pra contemplar lá de cima Juntinho Abreu e Lima A nossa revolução! Peço-te que só alinhaves O soluço, não agraves O penar tão vivedouro Diga apenas em coro Viva sempre: Hugo Chávez!
ACORDEI POETA Gilson Silva Hoje acordei um pouco poeta Juntei os meus versinhos todos Tirei a poeira e o lodo, Acordei as letres, pus vida Nas rimas sobrevividas Da tempestade do tédio. Demoli todos os prédios Da construção mal feita Deste mundo que se enfeita Dos erros outros, presumo. Com minha alma tempestiva Versifiquei pelas entranhas Sem nenhuma artimanha. Pelas artérias do mundo Embebecido de tudo, Envelhecido do novo Que bravio despromovo Na caduquice moderna Nesse mundo que se enterra Na fornalha do cossumo.

Nesta foto, o cari varre o calçadão de Boa Viagem com carinho, mas no centro do Recife o abandono é total.

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João da Costa vai deixando rastro de desamor ao Recife Por Gilson Silva O João dá as costas ao Recife e vai deixando um rastro de desamor à cidade, no centro, às escuras, com esgotos a céu aberto, o lixo está por toda parte, tornando-o um playground para os ratos que desfilam livremente pelas suas líricas ruas. É lamentável que um prefeito saia deixando tanto rastro de incompetência administrativa como esse João da Costa. Mas ele não deixa toda cidade desamparada, é verdade! Cuida com todo amor a Zona Sul, principalmente, Boa Viagem, trata suas ruas com se fossem a sua sala de jantar. Ontem, eu transitando pelo calçadão de Boa Viagem, deparei com uma cena inusitada, vi dois caris varrendo o mesmo, tirando a areia, com muito cuidado e paciência, pois ela teimava em voltar, não se via um papelzinho se quer no chão, só arreia trazida pelos ventos. Ah, se toda cidade fosse tratada assim! No centro os gringos estão loteando o comércio da cidade, tem japoneses, coreanos... vende...
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  OLHA O JAPONÊS! Gilson Silva Japonês! Quem vai querer? É cinco valendo doze Tem de coco, batata doce, Banana só pra você, Vem criançada provar É limpinho que faz gosto Molinho pra se lascar Quando ele bate no rosto Lambuza bem devagar Um rostinho predisposto. Tem o de amendoim Esse sim, pressuposto O melhor que há. Vem correndo, vai acabar. Amanhã volte de novo Traz a turminha pra cá. Agrada velho e moço, Sem esforço, vem comprar! Só volto depois do almoço. Eu vou com meu chapel Amarelinho, maneiro. Na cabeça o tabuleiro No ombro o cavalete Vou vendendo meu docinho Até ficar de cacete Assim, bastante velhinho. Com a perna ainda fraca Vou com preço de pataca E minha gaita, vender tudinho.
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  Oh, Rio! Gilson Silva Hoje como ontem, um corpo cai no asfalto Do alto da sua ignorância alguém diz perfeito No leito do Rio desaboca um povo sofrido O alarido do gol do outro lado não incomoda A moda antiquária do silenciar ao caos. O fal lustrado nas mãos calejadas de mal. Pau, pedra... se revolta o povo na avenida Batida no morro do Alemão à brasileiro Um cheiro de injustiça paira no ar Pá! Pá! Pá! Contam-se os mortos, as almas sádicas Tudo é matemática somada a descaso Numa queda de braço entre a razão e a perversidade Do alto a cidade é toda luz neon Ao som do hits do momento no Brasil a fora O psiu das horas nos manda dormir em paz. Oh, Rio! Não riu. Não chores mais!
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MULHERES GUERREIRAS Gilson Silva Planto uma rosa. Rego, rego. Nasce uma Luxemburgo, uma Olga, Uma Adalgisa, uma bela Margarida. Alias, que margarida de infinita luz. Como os lindos girassóis. Pardas, morenas, brancas, negras, Pagus. Lilás, vermelhas, mulheres guerreiras. Estrelas incandescentes em flor. Cores berrantes, corações palpitantes. Arco-íris de sentimentos cheios de amor. Pétala a pétala, semearam a terra. Na policromia das suas vidas revolucionárias Pintaram o socialismo em uma imensa aquarela. Quando não, lutam, lutam à Maria Bonita. Buscaram, buscaram alegria infinita, De um mundo sem fome, sem injustiça, Um mundo verdadeiramente socialista.