Violência não rima com folia
Em Olinda e Recife, as prévias de carnaval já se espalham pelas ruas, em Olinda desde setembro, como um ensaio prolongado da alegria que se aproxima. Mas junto à música e ao riso, persiste um velho fantasma: a violência. Antiga, negligenciada, e ainda sem o enfrentamento profundo que exige políticas sociais estruturadas, educação em todas as dimensões e um olhar atento ao que o carnaval representa para o povo, a cultura e ao estado. O poder público, muitas vezes, parece assistir à festa como quem vê a banda passar sem reconhecer a melodia. As prévias seguem quase entregue ao acaso, com uma presença estatal restrita à repressão, quando deveria haver diálogo constante, planejamento e leis firmes contra aqueles que insistem em transformar a brincadeira em conflito. Quem escolhe a violência não pode ter espaço na festa: é preciso que seja afastado desde as prévias, para que não manche o brilho do carnaval. Os que não têm como pagar pelas arruaças cometidas, que pagu...