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Violência não rima com folia

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  Em Olinda e Recife, as prévias de carnaval já se espalham pelas ruas, em Olinda desde setembro, como um ensaio prolongado da alegria que se aproxima. Mas junto à música e ao riso, persiste um velho fantasma: a violência. Antiga, negligenciada, e ainda sem o enfrentamento profundo que exige políticas sociais estruturadas, educação em todas as dimensões e um olhar atento ao que o carnaval representa para o povo, a cultura e ao estado.  O poder público, muitas vezes, parece assistir à festa como quem vê a banda passar sem reconhecer a melodia. As prévias seguem quase entregue ao acaso, com uma presença estatal restrita à repressão, quando deveria haver diálogo constante, planejamento e leis firmes contra aqueles que insistem em transformar a brincadeira em conflito. Quem escolhe a violência não pode ter espaço na festa: é preciso que seja afastado desde as prévias, para que não manche o brilho do carnaval.  Os  que não têm como pagar pelas arruaças cometidas, que pagu...

A música não tem fronteira, tem bandeira

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  🎶 O Preconceito Contra a Música Moderna Digital Há um preconceito silencioso — e ao mesmo tempo ensurdecedor — que paira sobre a música dos novos tempos. Não é raro ver músicos, cantores, DJs e até críticos que deveriam ser os primeiros a reconhecer o valor da arte, ignorarem ou desdenharem da produção digital contemporânea . Como se o uso de sintetizadores , softwares e batidas eletrônicas fosse um pecado contra a “verdadeira” música.   Mas o que é a verdadeira música?   - Talento e dedicação não se medem pelo instrumento usado, mas pela entrega do artista.   - Poesia e lirismo podem estar tanto em uma guitarra acústica quanto em uma base digital .   - Inovação e autenticidade não são menos legítimas só porque se vestem de algoritmos e frequências eletrônicas .   O preconceito nasce da nostalgia e da arrogância de quem insiste em colocar a música em caixinhas fixas: o “tradicional” versus o “moderno”. Como se o violão fosse s...

🌍 COP30 em Belém:

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A vitrine verde que deixou parte do povo indígena a ver navio A COP30 , realizada em Belém em novembro de 2025, foi anunciada como a “ COP da Amazônia ”. O governo brasileiro prometeu protagonismo indígena e participação popular. Mas na prática, o que se viu foi uma vitrine verde para chefes de Estado e corporações , enquanto os povos da floresta ficaram à margem das negociações formais.   📉 A promessa e a realidade - A expectativa era reunir 6 mil indígenas na chamada “Aldeia COP”, mas apenas 3 mil conseguiram participar, segundo a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB).   - O motivo? Crise de hospedagem e preços abusivos em Belém, que reduziram pela metade a delegação prevista.   - Apenas cerca de 400 lideranças indígenas tiveram acesso aos espaços oficiais de negociação, a chamada Blue Zone , cercada por forte segurança.   🚤 Protestos e barqueatas Enquanto líderes mundiais discursavam sobre “sustentabilidade...

Clã dos Sem a Lógica

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    🎚️ Clã dos Sem a Lógica: A resistência analógica à música digital Em pleno século XXI, ainda há quem trate a música digital como um erro de percurso. Um grupo de músicos tradicionais — que alguns chamam de “Clã dos Sem Lógica” — se apega às partituras amareladas como se o tempo tivesse parado no compasso de quatro por quatro. Para eles, a arte só é legítima se vier de instrumentos físicos, suor no palco e sons captados por microfones vintage. Mas há algo que esse clã não vê — ou se recusa a ver: o silêncio entre os bits também compõe. Há humanidade nos dígitos, há emoção nos prompts, há poesia nos sintetizadores. Desde que guiados por mãos humanas, a tecnologia não rouba a alma da música — ela a expande. O problema não é a estética, é a postura. Muitos criadores digitais relatam que, ao pedir ajuda ou colaboração, recebem apenas o eco do desprezo. Não por falta de tempo, mas por medo. Medo de serem ultrapassados por quem cria com cliques e não com clave de sol. Medo de qu...

Olimpíadas 2024

Nas Olimpíadas de Paris as mulheres deram um show A delegação feminina brasileira brilhou em Paris, trazendo para casa importantes medalhas que refletem sua força e talento. Rebeca Andrade conquistou o ouro no salto e a prata no individual geral na ginástica, consolidando-se como uma das maiores ginastas da história do Brasil. Bia Ferreira garantiu a prata no boxe com uma atuação agressiva e técnica, enquanto Mayra Aguiar conquistou o bronze no judô, reafirmando sua posição entre as melhores judocas do mundo. No vôlei, a seleção feminina, liderada por Carol Gattaz, Gabi Guimarães e Macris, conquistou a prata, demonstrando coesão e determinação. Ana Marcela Cunha brilhou nas águas, levando o ouro na maratona aquática, confirmando seu status de lenda no esporte. O futebol feminino, liderado por Marta, alcançou a medalha de prata, com jogadoras como Debinha, Andressa Alves e Bárbara se destacando em uma campanha que encheu o Brasil de orgulho. Essas atletas retornam como heroínas, traz...

Frase de Dom Helder Câmara

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Texto de Dom Helder Câmara O Natal como um ato de subversão Gosto de pensar no Natal como um ato de subversão. Ele nos lembra de um tempo em que um menino pobre nasceu, com uma mãe solteira e um pai adotivo. Seu nascimento não foi assistido por pessoas poderosas da sociedade, mas sim pela ralé, pelos pastores. Além disso, ele foi presenteado por pessoas de outras religiões, como os Magos astrólogos. A família teve que fugir e se tornar refugiados políticos, vivendo na periferia. O Natal nos convida a refletir sobre essas realidades e a questionar as estruturas de poder que marginalizam os pobres. A importância dos Pobres Ao olharmos para a história de Jesus, vemos que a revolução e a salvação não vêm dos poderosos, mas sim dos pobres. É neles que reside a esperança de um mundo mais justo e solidário. O Natal nos convida a valorizar e ouvir as vozes dos Pobres, pois é através deles que a transformação acontece. O verdadeiro significado da Páscoa Enquanto o Natal nos lembra do nas...

Frida não morreu

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  Grande Frida Kahlo - A Pintora Surrealista e Comunista Introdução Hoje vamos falar sobre uma artista revolucionária que deixou sua marca no mundo da arte e na luta política. Grande C, como é conhecida, é uma pintora surrealista e comunista que teve um impacto significativo em sua sociedade. Sua arte vibrante e suas ideias progressistas continuam a inspirar pessoas até os dias de hoje. Vida e Obra Grande Frida Kahlo nasceu com o talento para pintura. Desde jovem, ela demonstrou uma habilidade impressionante ao criar obras de arte que capturavam a atenção de todos ao seu redor. Com pincéis e tintas, ela conseguia dar vida às suas criações, preenchendo-as com cores vibrantes e vivas. Sua paixão pela arte se uniu à sua ideologia comunista. Grande Frida Kahlo acreditava que a arte poderia ser uma ferramenta poderosa para a mudança social e política. Ela queria transmitir sua mensagem de igualdade e justiça através de suas pint...