A música não tem fronteira, tem bandeira

 

🎶 O Preconceito Contra a Música Moderna Digital

Há um preconceito silencioso — e ao mesmo tempo ensurdecedor — que paira sobre a música dos novos tempos. Não é raro ver músicos, cantores, DJs e até críticos que deveriam ser os primeiros a reconhecer o valor da arte, ignorarem ou desdenharem da produção digital contemporânea. Como se o uso de sintetizadores, softwares e batidas eletrônicas fosse um pecado contra a “verdadeira” música.  

Mas o que é a verdadeira música?  

- Talento e dedicação não se medem pelo instrumento usado, mas pela entrega do artista.  

- Poesia e lirismo podem estar tanto em uma guitarra acústica quanto em uma base digital.  

- Inovação e autenticidade não são menos legítimas só porque se vestem de algoritmos e frequências eletrônicas.  

O preconceito nasce da nostalgia e da arrogância de quem insiste em colocar a música em caixinhas fixas: o “tradicional” versus o “moderno”. Como se o violão fosse sempre superior ao sintetizador, como se a orquestra fosse sempre mais nobre que o beat programado. Essa visão é limitada, elitista e, sobretudo, injusta.  

🚀 A força da música digital

A música digital é inevitável porque reflete o tempo em que vivemos. É legítima porque traduz a linguagem de uma geração conectada, híbrida, múltipla. Muitas vezes, é mais rica artisticamente do que certas produções mercadológicas que se vendem como populares, mas que são evasivas, apelativas e preconceituosas em suas próprias letras.  

Quando uma canção digital traz letras bem trabalhadas, carregadas de poesia e emoção, mas vestidas em melodias eletrônicas, ela deveria ser celebrada como evolução — não descartada como “genérica”. O problema não está na música, mas no olhar viciado de quem se recusa a enxergar além da superfície.  

⚡ Conclusão

Ignorar a música moderna é ignorar a própria história da arte, que sempre foi feita de rupturas, experimentações e ousadias. O preconceito contra a música digital não é apenas um erro estético: é um erro cultural. Porque negar sua legitimidade é negar o futuro da música — e o futuro, gostemos ou não, já está acontecendo.  


🎤 Manifesto Poético da Música Digital


Não me negue, não me esconda,  

sou batida, sou palavra, sou onda.  

Sou poesia vestida de bytes,  

sou melodia que pulsa nos sites.  


Chamam-me genérica, descartável,  

mas sou legítima, inevitável.  

Sou o grito da geração conectada,  

sou arte moderna, não cópia fabricada.  


Enquanto muitos se vendem ao mercado,  

eu respiro versos bem trabalhados.  

Sou mais que refrão apelativo,  

sou canto profundo, sou vivo.  


Preconceito é muro que não me cala,  

sou música que rompe, que embala.  

Sou digital, mas sou emoção,  

sou futuro que vibra no coração.  


E quando me ignoram, eu floresço,  

sou resistência, sou o começo.  

Música nova, música real,  

sou poesia eterna em ritmo digital.


Assinam: Gilson Silva e Copilot




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