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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O direito do compositor é soberano!


Texto de Lia Rodrigues.
O direito do compositor é soberano!Muito se fala atualmente sobre pirataria, compartilhamento de músicas na rede mundial de computadores, direitos autorais, OMB, Ecad e Jabá. Muito se fala... pouco se esclarece.Encarar o fato de que o contexto do mercado fonográfico mudou, depende em muito da compreensão do processo de digitalização dos meios de comunicação e, ainda mais, compreender que hoje existem novos veículos de comunicação de massa. Até ai novidade nenhuma, não é mesmo?Parece que sim, mas compreender o novo contexto que vem com o mundo virtual para a cadeia produtiva da música, depende de compreender que a própria cadeia produtiva já não é mais a mesma. Da composição à produção musical, passando pela distribuição e divulgação, tudo (absolutamente tudo!) mudou.Enquanto as décadas de 80 e 90 foram prodigiosas na movimentação de bilhões de reais nesse mercado, os anos 2000 vieram pra desafiar a imaginação e a capacidade de adequação para muitos, quase todos, os profissionais da área.O que se vê, passada quase uma década, é um mercado esfacelado, gravadoras tentando ainda recuperar os mesmos altos lucros de antes, artistas e compositores sonhando com um retrocesso na história para que possam voltar a sonhar em “ser descoberto” por algum empresário endinheirado que invista em suas carreiras pessoais e os levem ao topo da mídia nacional.Amigos, em verdade vos digo: isso acabou!E mais, o CD, produto dos sonhos de todo artista que acha que essa é a chave para uma carreira de sucesso, também já morreu.Não, não estou sendo pessimista, nem fatalista e tão pouco catastrófica. Essas afirmações sequer são minhas! São de observadores de plantão dedicados ao estudo da nossa arte. Quem duvida, dê um giro virtual pelo planeta e avalie por si. “Contra fatos não há argumentos”.A distribuição de músicas na rede e a facilidade em se copiar um CD em casa, criar produtos de qualidade em home estúdios e, principalmente, a capacidade de diálogo com as novas tecnologias esvaziou de vez as lojas de CDs e retirou pra sempre o poder das mãos das majors.O sonho acabou então?Não! É agora que a brincadeira começa a ficar boa!É nessa pseudo entre-safra que cada artista terá a oportunidade de construir uma nova maneira de auto gerir sua carreira, que cada compositor poderá resgatar o direito soberano à sua obra.Porque o mundo mudou, o CD morreu, a indústria fonográfica faliu... Mas a canção vive, se renova e se reinventa. Absorve novas tecnologias, outras linguagens e se transforma, como é próprio da dinâmica da arte.Taí o Clube Caiubi e nossas mais de 10mil canções postadas pra ser “o fato” contra qualquer argumento. Está aí o crescente mercado independente pra ser mais um peso nessa balança em favor da música.Agora, não é possível lhes dizer que se apropriar desse processo todo é tarefa fácil. Há muito o que se descobrir, discutir e construir.E pra quem achar que a discussão colocada nesse texto ainda está muito rasa eu digo: é exatamente essa a intenção.Abrir o fórum com a conversa de maneira democrática pra que todos aqui da rede possam acompanhar e participar.Mas vamos engrossar um pouco mais esse caldo:As decisões estão sendo tomadas por alguém.Decidem por ai nos congressos e câmaras, à revelia dos verdadeiros interessados, o que será feito de agora em diante dos direitos autorais.Embora o cenário tenha mudado, em nada mudou a falha distribuição da arrecadação de direitos do Ecad, que trabalha da mesma maneira que trabalhava há 30 anos.Ainda há no Brasil o câncer que devora as intenções de novos artistas, o Jabá, que ainda movimenta e sustenta emissoras de rádio e TV por todo o pais. E alguns tentam (e andam conseguindo) estender isso pra internet.Os contratos com gravadoras e selos, quando existem, ainda são desfavoráveis aos direitos dos compositores, que custeiam suas obras pra depois assinar com as próprias mãos verdadeiras amarras, uma vez que, não sendo do interesse comercial da gravadora no momento, são colocados no gelo até que o contrato acabe ou o compositor, por insistir em distribuir e divulgar seu trabalho às próprias custas S/A usando os veículos que tem ao alcance (internet por exemplo), seja processado pela mesma gravadora que o contratou.Gosto de usar a palavra “apropriação”. Gosto de pensar que cada um de nós caiubistas pode, e deve, se apropriar de sua música, na totalidade do que isso significa. Solo ou em grupo (de maneira colaborativa?), esse é o caminho de trabalho mais provável, o auto-gerenciamento.E pra isso será preciso mexer em alguns vespeiros, desfazer algumas crenças e mostrar os punhos. Não no sentido da força bruta, mas demonstrando o poder de reinvenção da canção e de articulação dos compositores.Já existem movimentos com disposição para abrir vespeiros, um deles é o MPB (Música para Baixar), que vem realizando fóruns pelo Brasil sobre esses temas e em pouco mais de 6 meses de vida já reúne nomes importantes da música brasileira. Falarei disso no próximo texto.Por hoje quero deixar por aqui... mas não antes de transcrever o que nos dizia incansavelmente Zé Rodrix “Cada um faz aquilo que quer, pode e consegue”.É tempo de apropriação e nós podemos!LisRodrigues26 de outubro de 2009

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Vale apena ser comunista


Texto de Gilson Silva
Ao ler o pequeno livro: vale apena ainda ser comunista? Do grande e memorável escritor e camarada Paulo Cavalcanti, mais uma vez depois de anos em posse dessa salutar obra literária, fico me perguntando aqui – acolá se vale apena ser comunista e confesso categoricamente que sim, obstante a mídia força-me pensar ao contrario, esse nadar contra a maré não é fácil. A cada braçada, ondas enorme vêm ao meu encontro com ânsia de me afogar à tsunami, mas a minha convicção política transforma, como sisse o presidente, em uma marolinha. A mídia em pesta o mundo com tsé-tsés globalizantes para mente do povo, eu como povo, as vezes sou atingido e dumo, não tão, mas quanto e tangencio-me do agir fomunista, ao dispertar “a banda” já passara alguns metros, corro ao seu encontro, como criança ao dorce, lambuzado de fé, não a fé da cruz, mas a Fe da foice e do martelo. Não quero um socialismo “!doft” de rosto ameno, sem o ranger de dentes das massas enfurecidas pela fome, uma espécie de Rotary Club dos pobres, mas quero um socialismo com um quê de Ala Feminina, ao contrario de Paulo Cavalcanti que achava morna, no seu machismo relâmpago passado no referido texto, , uma ala feminina de outrora à Olga Benário, de fuzil nas mãos contrastando com a meiguice do olhar e corpo em chamas. Não valeria ser comunista se eu vivesse de caviar e salmão e não piaba e cascudo, embora Niemayer contraria esta tese a luz dos seus cem anos, quase, de militância comunista, antes mesmo do partido, acredito eu, com tenacidade impar a favor dos excluídos. O que vale apena ser comunista não é parecer diferente a, mas ser diferente de, dos opressores, dos latifundiários, dos gangsteres, dos burgueses... é esta diferença que me põe, não numa redoma de vidro, mas sim no fronte, não como um kamikaze, mas como militante comunista que sabe dar um passo atrás para dá um à frente amanha, quando preciso, na minha militância estudantil aprendi o bê-á-bá do ensino publico,laico e de boa qualidade, na militância da agrura do trabalho aprendi o que é mais-valia ena militância de moradia ocupei prédio publico, desacatei autoridade, murchei pneu de ônibus, mas foi na militância partidária que me formei comunista aprendiz, aprendo dia após dia com Marx, Lênin, Che Guevara, Gregório... Na atualidade com Moacyr, Danúbio, Zuleide, Ivan Pinheiro, Graça Lima, Nono, porque não Novo? Ninguém quem ficar velho né verdade? Falar em velho não é falar no partido, mas eu duvido que algem fale do passado desse pais sem falar dele, mesmo um tantinho assim, como dissera o poeta. Ele é o mais moderno dos partidos brasileiros da sua linha política, é uma criança a nascer com o comunismo, um octogenário moderno que orgulha do seu passado. Na véspera de mais um congresso (o décimo terceiro) ele está firme e forte para enfrentar o debate político e eu dei a minha contribuição com propostas simples na conferencias estadual e municipal, preocupado com o possível erro partidario, como disse o camarada Ivam Pinheiro: A historia e os nossos inimigos cobram caro os erros dos comunistas, isto é verdade, por isso e outras eu digo: VALE APENA SER COMUNISTA, AH, SE VALE!

Recife e Olinda

Notícias do Rosas

> FOTOS DO MERCADO DA BOA VISTA 16/03/2014 <

 

APRSENTAÇÃO DO ROSAS NO AURORA DOS CARNAVAIS 2014

 

 

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