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sábado, 1 de julho de 2017

Greve Geral do Dia 30 de junho de 2017


E aí, a Greve Geral?
Por Gilson Silva

Bem, eu fui a mais uma Greve Geral, dá a minha humilde contribuição a mesma. Cheguei, infelizmente no que seria o meio da passeata, na Conde da Boa Vista, mas por minha surpresa ela terminou no inicio da avenida mesmo, outrora isso jamais ocorreu, todas passeatas ou terminavam no Palácio do governo ou na Praça do Carmo, ou então na pracinha do Diário, em pouquíssimo caso, no Marco Zero, não sei porque dessa estrategia de terminar onde terminou, impossibilitando a visibilidade dos oradores que se revezavam nos seus discursos, hora fofo (dos pelegos que adoram falar da boca pra fora), hora inflamável, direcionada a grande massa que o acompanhava, o trio elétrico que serviu de palco, terminou seu percurso, próximo a Ponte Duarte Coelho, um local relativamente estreito, tornando impossível ver quem falava no trio. Numa avenida abandonada pelo poder público, relativamente nas trevas e cheia de lixo, sem falar (e falado) da cerda idiota dividindo as vias. Vi uma passeata, infelizmente não tão grande, um tanto quanto desanimada, com a exceção da galera juvenil que gritava, pulava, dançava, tornando-a mais alegre, a UJC, como sempre deu a sua bonita participação ao ato da Greve Geral. O Sindicato Rodoviário não aderiu a greve, preferiu fazer a sua greve particular, marcada pra segunda-feira, vai mendigar 7% de aumento (vão consegui 4%, olhe, olhe), ele preferiu virá as costas à luta da classe trabalhadora com um todo, virou às costas ao golpe, ao desemprego avassalador, à luta contra um governo usurpador... mas o que mais me surpreendeu foi o número grande de trabalhadores (camelôs), que acompanharam a passeata, parecia uma passeata dentro da grande passeata, isso reflete como anda a precaridade do trabalho, a terceirização (por baixo), não entre empresas, mas entre a força do trabalho dos desempregados na ânsia de subtraírem a mais-valia desse capitalismo selvagem. Uma pelegagem, como sempre, estava lá no trio elétrico, como carrapatos-humanos falando ao povo, infelizmente temos que aturar essa gente, como diz Chaves: gentalha, gentalha... (ahahah). Não vi quebra-quebra, não vi tumulto, vi uma passeata à la CNBB, não que sou favorável a quebra-quebra, mas isso ocorre aqui-acolá, quando o clima está tenso, e o Brasil, está tenso. Tudo bem, vamos pro segundo round, a luta continua!

Quando duas almas-sebosas se fundem...

Brasil togado

No mesmo contexto acre,
Um defende o perronha
Outro se entrega ao crack.

> Poetrix de Gilson Silva



terça-feira, 6 de junho de 2017

GREVE GERAL, DIA 30 DE JUNHO DE 2017


Agora sim: GREVE GERAL!

As Centrais Sindicais convocam a classe trabalhadora para um calendário de luta e nova GREVE GERAL para o dia 30 de junho.

As centrais sindicais, (CUT, UGT, Força Sindical, CTB, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas, Intersindical, CSB e A Pública- Central do Servidor), convocam todas as suas bases para o calendário de luta e indicam uma nova GREVE GERAL dia 30 de junho.

As centrais sindicais irão colocar força total na mobilização da greve em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, contra as reformas trabalhista e previdenciária, contra a terceirização indiscriminada e pelo #ForaTemer.

Dentro do calendário de luta, as centrais também convocam para o dia 20 de junho – O Esquenta Greve Geral, um dia de mobilização nacional pela convocação da greve geral.

Ficou definido também a produção de jornal unificado para a ampla mobilização da sociedade. E ficou agendada nova reunião para organização da greve geral para o dia 07 de junho de 2017, às 10h na sede do DIEESE.

Agenda
– 06 a 23 de junho: Convocação de plenárias, assembleias e reuniões, em todo o Brasil, para a construção da GREVE GERAL.

– Dia 20 de junho: Esquenta greve geral com atos e panfletagens das centrais sindicais;

– 30 de junho: GREVE GERAL.

Fonte: INTERSINDICAL – Central da Classe Trabalhadora
Foto/montagem: Gilson Silva


sábado, 17 de setembro de 2016

A despedida do ícone do frevo: MAESTRO NUNES



O Maestro Nunes nasceu em Vicência, 22 de julho de 1931 e faleceu em 14 de setembro de 2016 em Paulista/PE. O mestre do Mosquetão e Cabelo de Fogo, foi sepultado no Dia Nacional do Frevo (14 de setembro de 2016).

Os amigos e familiares foram dá o último adeus ao mestre Nunes.
O sepultamento do Maestro Nunes teve choros, discursos, saudades e muito frevo é claro, sendo ele um apaixonado pelo frevo não poderia ser diferente, conscidentimente ele morreu no Dia Nacional do Frevo, dia 14 de setembro. Seus amigos e familiares foram dá o último adeus ao mestre do mosquetão e cabelo de fogo. Compareceram os maestros Forró e Spok, Neguinho do Coco, Leda Alves (Secretária de Cultura do Recife), músicos, compositores e a população em geral. O sepultamento foi simples como o próprio Nunes, a emoção estava em cada rosto com olhares serenos e muitos tristes pela perda enorme para a folia de Momo e a cultura popular como um todo, as filhas Mércia e Marcia estevem o tempo todo ao lado do pai, o criador de belos frevos que fez tanta gente feliz, que fez tanta gente dançar, inclusive eu (desengonçadamente é claro), quem não brincou o carnaval de Pernambuco ao som de Mosquetão e Cabelo de Fogo? Esses frevos até hoje são os Hits da folia de Momo, por mais moderno que façam o carnaval, com neon, confetes laminados lançados por hidráulicos mecanismos modernos e tudo mais, mas um carnaval sem as músicas do Maestro Nunes não é carnaval pernambucano, pelo menos três músicas dele tem que tocar para se dizer com todas as letras: é carnaval, folia pernambucana. Ele se foi e deixou um legado cultural enorme que seus familiares disseram que vai continuar a luta pela preservação desse belo legado, pretendem criar uma fundação com o seu nome. Depois do sepultamento os amigos e familiares saíram do cemitério ao som do mosquetão e cabelo de fogo, tocados por músicos (seus amigos) entre eles: Spok que puxava o cortejo. Esse ano foi muito pesado para mim, no mês passado perdi a minha GRANDE companheira (Graça Lima), a carnavalesca por tempo integral, a presidente do Bloco Rosas da Boa Vista e ontem (14/09) perdi o amigo/camarada, o Maestro Nunes, mas a vida segue e vou seguindo com ela no compasso da saudade!


> GILSON SILVA



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

DEUS NEGRO DO FREVO

A minha simples homenagem a este ícone do frevo que nos deixou ontem (14/09/2016) e que vai fazer muita falta no cenário musical pernambucano. Em pleno dia do frevo ele partiu. VIVA O MAESTRO NUNES! 

>Gilson Silva

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Foto Gilson Silva

Fui informado do falecimento do GRANDE MAESTRO NUNES, o Deus Negro do Frevo, hoje (14/2016), o maior incentivador do Bloco Rosas da Boa Vista, aquele camarada que sempre estava disposto a ajudar o bloco, inclusive abriu as portas da sua Escolinha de Música para gente se reunir, lá no início da fundação do bloco. Um amigo, um camarada que também (como eu) passou pela "escola" do PCB, nos anos de "chumbo", foi entregador do jornal do partido (na sua juventude), levou muito sacolejo da vida cultural e política, inclusive levou uma carreira história dos capangas da ditadura quando mataram uma das primeiras vítimas da ditadura militar, o camarada Ivan Rocha Aguiar (com apenas 21 anos) em 1º de abril de 1964, ele (Nunes), correu bastante nesse triste dia. Maestro Nunes foi um cara que viveu pra música, especialmente o frevo, ia "religiosamente" a sua escolinha se "abraçar" as suas partituras que tinha uma paixão enorme, a companheira Graça achava lindo ele sentado numa cadeira meia quebrada vendo e solfejando seus frevos. Foi ele que fez a partitura (a mão) do nosso bloco e nos deu a honra de tê-la gravada no seu primeiro CD, CD este que nos deu muito trabalho pra ser gravado, fiz o primeiro projeto e com ele demos muitas andadas na prefeitura e que felizmente conseguimos gravar e tivemos alguns frevos gravados nele e o maestro dedicou o CD ao nosso bloco, isto nos honrou muito. Aos 85 anos ele nos deixou, mas a vida segue... MAESTRO NUNES, PRESENTE!

Gilson Silva
Produtor Cultural
Compositor e poeta

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Não entendo a inércia desse povo


Não entendo a inércia desse povo
Por Gilson Silva

        Não entendo como as pessoas ficam inertes diante dos últimos acontecimento no país, será que elas vivem em outra demissão, ocupando um espaço surrealista, por demais fictício, pisando em terras novelescas, eu diria: global? Pessoas como essas são arrastadas das ruas por forças eclesiásticas que dão sustentação a ele (governo), e outras são levadas pela "industria da bola", pela a industria dos bits e do entretenimento via cilindro de vidro monopolizado por um grupo capitalistas a serviço do desserviço mental coletivo, não digo todos, mas boa parte. Esse pessoal não viu a manifestante frágil, desarmada perder a visão, ao menos se visse o cascudo dado pelo PM em um jovem desprovido de sorte diante da multidão que o oxigenava na praça pública seria bom, mas não, não se compadece com o ardido dos olhos do povo causado pelo lacrimogêneo das forças repressoras com suas fardas medievais e balas de borrachas que aqui e acolá segam manifestantes. Prefere ficar fazendo selfies com caras e picos entre amigos de birita ou de igreja para postarem nas redes sociais. Eles não postam bandeiras vermelhas dando o Norte à luta, um cartaz sequer de cartolina com dizeres contundentes contra o governo, uma faixa com letras garrafas dizendo os motivos da indignação popular. Não! Isso não. O pastor não gosta, não é coisa degustável aos olhos dos seus assemelhados mentais, se eu morresse com mil anos, mil anos não os entendiam. Essa gente, infelizmente é o contrapeso que eleva a "moral" dos imorais, é a seiva pura que alimenta esse sistema de ética carcomida.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Recife e Olinda

Notícias do Rosas

> FOTOS DO MERCADO DA BOA VISTA 16/03/2014 <

 

APRSENTAÇÃO DO ROSAS NO AURORA DOS CARNAVAIS 2014

 

 

Degustas Frevos